A Diretoria Colegiada da Sudene, vinculada ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, aprovou a liberação de R$ 811 milhões de financiamento para a Transnordestina Logística (TLSA). Essa ferrovia, que conecta o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, desempenha um papel crucial no desenvolvimento do Nordeste. O projeto faz parte do Novo PAC e é considerado estratégico para o governo federal.
O objetivo é que a concessionária conclua a obra até 2026, visando evitar o desperdício de recursos públicos e promover o transporte ferroviário na região, bem como o desenvolvimento regional. A Transnordestina é financiada em parte pela Sudene, por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), com um total de R$ 3,8 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões já foram liberados.
Essa ferrovia atravessa três estados do Nordeste (Piauí, Ceará e Pernambuco) e é a maior obra garantida no Novo PAC. Durante sua construção e operação, ela tem o potencial de promover o desenvolvimento de novas atividades econômicas, atrair investimentos e integrar a economia regional aos mercados nacionais e internacionais, gerando emprego e renda em áreas com baixos índices de desenvolvimento socioeconômico.
A Transnordestina também terá um impacto significativo no transporte de grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis e minério, promovendo a integração nacional e aproximando o Brasil dos principais mercados globais. Além disso, o trecho pernambucano da ferrovia, orçado em R$ 4 bilhões, também faz parte do Novo PAC e é considerado uma prioridade para o estado.
O governo federal planeja investir R$ 450 milhões em 2024 para iniciar a obra e está considerando opções para completar o projeto, possivelmente através de concessões à iniciativa privada.
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